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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

PERFIL COMPORTAMENTAL DISC


“[...] As características criam a sua identidade. Elas não são necessariamente boas ou más. A utilização que fazemos delas ou ainda a intensidade com que as usamos, fará com que elas se tornem positivas, neutras ou negativas”. (MATOS;PORTELA,1961). É com esta citação dos autores do livro “Talento para a Vida” que iniciarei a análise crítica sobre os motivos que levam diversas empresas à adotar o perfil DISC nas estratégias de Recrutamento e Seleção e T&D . É fato que todos somos pessoas diferentes, com personalidades únicas e distintas maneiras de enxergar o mundo à nossa volta. É certo também que, diariamente, nos relacionamos com pessoas diferentes de nós mesmos. Esses relacionamentos ocorrem dentro de nossas casas, em nosso trabalho, no clube durante os momentos de lazer, etc...O objetivo de trabalharmos o perfil DISC dentro de uma equipe de gestão e vendas considera, no meu entendimento, duas variáveis principais: o autoconhecimento e o conhecimento dos outros. Como dizia Madre Tereza de Calcutá (1910-1997): “o caminho mais rápido é a escolha certa”. Pois bem, entender melhor “quem somos” e “por que somos” facilitará o caminho do desenvolvimento pessoal, do autoconhecimento e do relacionamento com os outros.  Cabe aqui a ressalva de que esta ferramenta não tem a pretensão de “planilhar” a complexidade da essência do ser humano e tampouco “rotular” as pessoas. O principal objetivo da adoção desta ferramenta por T&D é o de desenvolver maiores conhecimentos sobre os comportamentos das pessoas e desta forma, auxiliar T&D em suas funções de treinamento e desenvolvimento da equipe de vendas.

         “[...] Na segunda década do século XX, o psicólogo americano Willian Moulton Marston criou um teste, baseado na eleição de quatro fatores, com os quais pudesse mediar a personalidade dos indivíduos comuns. A esses fatores Marston deu o nome de Dominância, Influência, eStabilidade e Conformidade. Daí a Sigla DISC.” (MATOS;PORTELA,1961)

Segundo o trabalho de Marston, a personalidade humana transita entre os quatro perfis anteriormente descritos (Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade) e como pessoas, tendenciamos a externalizar com maior frequência, através dos nossos comportamentos, um determinado perfil comportamental. O conceito DISC “[...] foi inicialmente utilizado no processo de recrutamento do Exército dos EUA, durante a Segunda Guerra Mundial”. (MATOS;PORTELA,1961). Atualmente o modelo DISC é utilizado pelas empresas nos processos de recrutamento e seleção e como ferramenta de autoconhecimento, aplicada aos funcionários. O DISC também é utilizado, dentro dos processos de negociação, para se identificar o perfil do interlocutor, tornando-se assim uma ferramenta facilitadora na condução da comunicação e no desenvolvimento dos relacionamentos pessoais. Ao leitor que desejar conhecer um pouco mais sobre esta ferramente sugiro a leitura do livro TALENTO PARA A VIDA (MATOS;PORTELA,1961).


Autor - Estevão A Vulcano
MBA Gestão Empresarial - FGV

domingo, 9 de setembro de 2012

LIDERANÇA SITUACIONAL


Ao leitor, inicio este texto com um questionamento: - Será que existe um modelo de gestão único e ideal para os líderes ou será que os líderes é que precisam se adaptar à cada profissional da sua equipe? É sobre esta ótica que trabalha a Liderança Situacional O conceito de Liderança Situacional (HERSEY;BLANCHARD,1986) consiste em um processo de liderança e gerenciamento, tomando-se por base as variáveis de Direcionamento e Apoio. Retomando a máxima de que as pessoas são diferentes à propósito de suas características pessoais, também no âmbito corporativo as pessoas apresentam-se em níveis distintos de conhecimento, habilidades, motivação e maturidade profissional. Desta forma, o gestor precisa identificar as reais necessidades do colaborador e, à partir desta identificação, definir uma estratégia de desenvolvimento específica para este funcionário. Um outro ponto importante da ferramenta de Liderança Situacional é que ela proporciona uma visão mais clara das prioridades do gestor sobre sua equipe e por consequência, a divisão do tempo de trabalho do gestor com cada colaborador será melhor administrada e tornar-se-á mais efetiva. Segundo o gráfico da Liderança Situacional apresentado abaixo (Figura 1.36) , cada colaborador precisa ser avaliado dentro de um dos quadrantes, considerando as variáveis Direcionamento X Apoio. A interpretação do gráfico é apresentada a seguir:
·         Quadrante E1 – Alto direcionamento gerencial e baixo apoio - Determinar
·         Quadrante E2 – Alto direcionamento gerencial e alto apoio - Persuadir
·         Quadrante E3 – Baixo direcionamento gerencial e alto apoio - Compartilhar
·         Quadrante E4 – Baixo direcionamento gerencial e baixo apoio – Delegação


Esquema 1.36 –Liderança Situacional
Fonte: HERSEY;BLANCHARD,1986,p.189

Autor - Estevão A Vulcano
Gestão Comercial
FGV Rib Preto